MSc. Edeney B. Salvador [1]
O assunto é antigo. Desde os gregos da Antiguidade se discute e se reflete sobre a relação entre ética e política. Só para termos uma idéia, isso já vem antes da era cristã. Quanto tempo em!!? No entanto, será que já se disse tudo sobre isso? Esgotamos o assunto? Já entendemos e/ou aprendemos a viver ética e politicamente depois de tanto se discutir, estudar, refletir sobre... ? Se para todas essas perguntas ainda encontramos outras respostas, é porque o tema deve continuar a ser discutido, tratado, aprofundado, a fim de chegarmos a soluções e caminhos novos. E você, caro leitor (a), pode ajudar nesta construção.
Se concordarmos que o assunto não está encerrado, e por vezes encontramos problemas, sobretudo no campo da política, é porque nossa tarefa como cidadão/cidadã precisa continuar interferindo, impedindo que a vida humana seja sacrificada por ações que agridem a sua dignidade. E quantas coisas nos agridem, frutos de ações políticas sem uma preocupação ética. Só para citar algumas que saltam aos nossos olhos, vemos: assistência à saúde sucateada, segurança pública mal preparada, insuficiente e sujeita à corrupção, educação que não forma cidadãos/cidadãs críticos/as, espaços de cultura e lazer escassos e mal preservados, etc., etc., etc.! Tudo isso, se não olhado com indignação, por cada um de nós, estaremos concordando com aqueles que fazem da política uma oportunidade, apenas, para ganhar dinheiro. Por essa razão, também, não poderíamos nos chamar de cidadão/cidadãs éticos.
Você que ainda é jovem, talvez esteja se perguntando sobre o que realmente pode-se fazer para ser uma pessoa ética. As respostas são fáceis, porém os caminhos são difíceis. Vamos citar apenas algumas iniciativas bem simples, que por meio delas, talvez, poderemos enveredar na trilha da ética. Perguntei sobre isso a um jovem de quatorze anos. Ele me sugeriu que a educação seria um bom caminho, porém uma boa educação (entendida como um bom comportamento). Ele não se referia apenas à educação oferecida pela escola, mas ao compromisso que um jovem deve ter de ser uma pessoa boa em todas as suas relações. Concordo plenamente com ele. Você já pensou no compromisso de viver sem enganar o outro, sem passar o outro para trás, sem ficar tirando vantagens sobre o outro, sem depredar nosso patrimônio público (ruas, prédios, praças, ônibus, etc.), sem sujar o meio ambiente, sem tudo isso e outras coisas mais... que aprendemos não ser correto fazer?! Pois é, experimente essas atitudes. Elas tornam a vida mais bela, com maior sentido, e as nossas relações com melhor qualidade! Você não irá se arrepender!
Por enquanto ficam essas dicas. Porém, não esqueçamos: isso não é um papel que encenamos num teatro em busca de aplausos, por apenas um momento. A escolha pela ética deve marcar toda a nossa existência, e todo o nosso agir.
[1] Este texto foi elaborado pelo MSc. Edeney B. Salvador, Atualmente é Professor do Instituto de Teologia Pastoral e Ensino Superior (ITEPES); Professor da Rede Municipal de Educação (SEMED) e da Faculdade Salesiana Dom Bosco (FSDB). Licenciado em Teologia e Filosofia; Especialista em antropologia social/ cultural; Mestre
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