Ao longo da historia do homem, percebemos sempre uma relação entre “dominadores” e “dominados”, onde os primeiros exploravam a mão-de-obra dos segundos e se enriqueciam cada vez mais a custa destes. Mas, é bom lembramos ainda que durante as épocas e período da história humana, sempre houve alguém que, causado de suas duras condições de vida, procurou mecanismos de libertação, soltou um grito em busca de sua liberdade e de seus direitos.
Vale ainda ressaltar que a luta por estes direitos custou muito derramamento de sangue e percas de vidas, mas, só assim, os oprimidos e discriminados pelos “dominadores” expressaram o seu repúdio, os anseios e o direito que lhes cabiam.
Na Grécia Antiga, cidadão era todo aquele que habitava nas Polis. Porém, os que não pertenciam à aristocracia grega, não dispunham dos mesmos direitos. Em Roma, os Plebeus foram os responsáveis pelas grandes conquistas e domínios territoriais romanos. Mas estes, não possuíam direitos de representatividade entre as classes dominadora romana.
Assim, o voto surgiu como resultado de muitas guerras e batalhas travadas entre os que sempre tiveram tudo e os que não tinham direitos a nada. È a única arma capaz de exprimir a verdadeira vontade dos sedentos por justiça e por direitos iguais. Tornou-se um referencial de conquista das classes inferiores.
[1] Professora da Escola Estadual Maria R. Tapajós, Graduada em Historia – UFAM, Estudante de Teologia – CETEO
Obs: Com a aplicação do projeto em algumas escolas de Manaus, os estudantes envolveram-se com o mesmo, apresentando-o nas radios do colegio (escolas) e jornais...
Cara! A eleição é da hora Quando não tem corrupção Tem que ter consciência saber ser cidadão.
Eu já estou consciente E você também tá? Pro país melhorar Você vai ter que votar!
Lembre-se, um voto justo...
Vamos lá minha galera Escolher o melhor O destino do povo Está em suas mãos!!!
A gente vai votar Mas do que isso Iremos pôr alguém lá iá, iá, iá Alguém muito justo que possa nos representar.
Um voto certo Com dignidade!
Obs: Elaborado pelos Estudantes (Alicia, Andria, Elizangela, Dielle, Laura, Douglas, Nayandra, Tatiane, Karina, Marcelo e Elvis) da 3ª serie 1, da Escola Estadual Maria Rodriguês Tapajós.
O assunto é antigo. Desde os gregos da Antiguidade se discute e se reflete sobre a relação entre ética e política. Só para termos uma idéia, isso já vem antes da era cristã. Quanto tempo em!!? No entanto, será que já se disse tudo sobre isso? Esgotamos o assunto? Já entendemos e/ou aprendemos a viver ética e politicamente depois de tanto se discutir, estudar, refletir sobre... ? Se para todas essas perguntas ainda encontramos outras respostas, é porque o tema deve continuar a ser discutido, tratado, aprofundado, a fim de chegarmos a soluções e caminhos novos. E você, caro leitor (a), pode ajudar nesta construção.
Se concordarmos que o assunto não está encerrado, e por vezes encontramos problemas, sobretudo no campo da política, é porque nossa tarefa como cidadão/cidadã precisa continuar interferindo, impedindo que a vida humana seja sacrificada por ações que agridem a sua dignidade. E quantas coisas nos agridem, frutos de ações políticas sem uma preocupação ética. Só para citar algumas que saltam aos nossos olhos, vemos: assistência à saúde sucateada, segurança pública mal preparada, insuficiente e sujeita à corrupção, educação que não forma cidadãos/cidadãs críticos/as, espaços de cultura e lazer escassos e mal preservados, etc., etc., etc.! Tudo isso, se não olhado com indignação, por cada um de nós, estaremos concordando com aqueles que fazem da política uma oportunidade, apenas, para ganhar dinheiro. Por essa razão, também, não poderíamos nos chamar de cidadão/cidadãs éticos.
Você que ainda é jovem, talvez esteja se perguntando sobre o que realmente pode-se fazer para ser uma pessoa ética. As respostas são fáceis, porém os caminhos são difíceis. Vamos citar apenas algumas iniciativas bem simples, que por meio delas, talvez, poderemos enveredar na trilha da ética. Perguntei sobre isso a um jovem de quatorze anos. Ele me sugeriu que a educação seria um bom caminho, porém uma boa educação (entendida como um bom comportamento). Ele não se referia apenas à educação oferecida pela escola, mas ao compromisso que um jovem deve ter de ser uma pessoa boa em todas as suas relações. Concordo plenamente com ele. Você já pensou no compromisso de viver sem enganar o outro, sem passar o outro para trás, sem ficar tirando vantagens sobre o outro, sem depredar nosso patrimônio público (ruas, prédios, praças, ônibus, etc.), sem sujar o meio ambiente, sem tudo isso e outras coisas mais... que aprendemos não ser correto fazer?! Pois é, experimente essas atitudes. Elas tornam a vida mais bela, com maior sentido, e as nossas relações com melhor qualidade! Você não irá se arrepender!
Por enquanto ficam essas dicas. Porém, não esqueçamos: isso não é um papel que encenamos num teatro em busca de aplausos, por apenas um momento. A escolha pela ética deve marcar toda a nossa existência, e todo o nosso agir.
[1]Este texto foi elaborado pelo MSc. Edeney B. Salvador, Atualmente é Professor doInstituto de Teologia Pastoral e Ensino Superior (ITEPES); Professor da Rede Municipal de Educação (SEMED) e da Faculdade Salesiana Dom Bosco (FSDB). Licenciado em Teologia e Filosofia; Especialista em antropologia social/ cultural; Mestre em antropologia Filosófica.