sexta-feira, 18 de junho de 2010

O VOTO: DIREITO CONQUISTADO PELO EXERCÍCIO DA CIDANIA.

Auxiliadora Mesquita[1]


Ao longo da historia do homem, percebemos sempre uma relação entre “dominadores” e “dominados”, onde os primeiros exploravam a mão-de-obra dos segundos e se enriqueciam cada vez mais a custa destes. Mas, é bom lembramos ainda que durante as épocas e período da história humana, sempre houve alguém que, causado de suas duras condições de vida, procurou mecanismos de libertação, soltou um grito em busca de sua liberdade e de seus direitos.

Vale ainda ressaltar que a luta por estes direitos custou muito derramamento de sangue e percas de vidas, mas, só assim, os oprimidos e discriminados pelos “dominadores” expressaram o seu repúdio, os anseios e o direito que lhes cabiam.

Na Grécia Antiga, cidadão era todo aquele que habitava nas Polis. Porém, os que não pertenciam à aristocracia grega, não dispunham dos mesmos direitos. Em Roma, os Plebeus foram os responsáveis pelas grandes conquistas e domínios territoriais romanos. Mas estes, não possuíam direitos de representatividade entre as classes dominadora romana.

Assim, o voto surgiu como resultado de muitas guerras e batalhas travadas entre os que sempre tiveram tudo e os que não tinham direitos a nada. È a única arma capaz de exprimir a verdadeira vontade dos sedentos por justiça e por direitos iguais. Tornou-se um referencial de conquista das classes inferiores.



[1] Professora da Escola Estadual Maria R. Tapajós, Graduada em Historia – UFAM, Estudante de Teologia – CETEO

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Além da sala de aula...



Meu Primeiro Voto: CONFIRMA em dimensão com os jovens em um campeonato de Hip Hop, Zona Leste.

Visualisando a prática do Protejo: Meu Primeiro Voto: CONFIRMA:





Obs: Com a aplicação do projeto em algumas escolas de Manaus, os estudantes envolveram-se com o mesmo, apresentando-o nas radios do colegio (escolas) e jornais...

Paródia: Voto Certo

Cara! A eleição é da hora
Quando não tem corrupção
Tem que ter consciência saber ser cidadão.

Eu já estou consciente
E você também tá?
Pro país melhorar
Você vai ter que votar!

Lembre-se, um voto justo...

Vamos lá minha galera
Escolher o melhor
O destino do povo
Está em suas mãos!!!

A gente vai votar
Mas do que isso
Iremos pôr alguém lá
iá, iá, iá
Alguém muito justo que possa nos representar.

Um voto certo
Com dignidade!

Obs: Elaborado pelos Estudantes (Alicia, Andria, Elizangela, Dielle, Laura, Douglas, Nayandra, Tatiane, Karina, Marcelo e Elvis) da 3ª serie 1, da Escola Estadual Maria Rodriguês Tapajós.

terça-feira, 8 de junho de 2010

ÉTICA NA POLÍTICA

MSc. Edeney B. Salvador [1]


O assunto é antigo. Desde os gregos da Antiguidade se discute e se reflete sobre a relação entre ética e política. Só para termos uma idéia, isso já vem antes da era cristã. Quanto tempo em!!? No entanto, será que já se disse tudo sobre isso? Esgotamos o assunto? Já entendemos e/ou aprendemos a viver ética e politicamente depois de tanto se discutir, estudar, refletir sobre... ? Se para todas essas perguntas ainda encontramos outras respostas, é porque o tema deve continuar a ser discutido, tratado, aprofundado, a fim de chegarmos a soluções e caminhos novos. E você, caro leitor (a), pode ajudar nesta construção.

Se concordarmos que o assunto não está encerrado, e por vezes encontramos problemas, sobretudo no campo da política, é porque nossa tarefa como cidadão/cidadã precisa continuar interferindo, impedindo que a vida humana seja sacrificada por ações que agridem a sua dignidade. E quantas coisas nos agridem, frutos de ações políticas sem uma preocupação ética. Só para citar algumas que saltam aos nossos olhos, vemos: assistência à saúde sucateada, segurança pública mal preparada, insuficiente e sujeita à corrupção, educação que não forma cidadãos/cidadãs críticos/as, espaços de cultura e lazer escassos e mal preservados, etc., etc., etc.! Tudo isso, se não olhado com indignação, por cada um de nós, estaremos concordando com aqueles que fazem da política uma oportunidade, apenas, para ganhar dinheiro. Por essa razão, também, não poderíamos nos chamar de cidadão/cidadãs éticos.

Você que ainda é jovem, talvez esteja se perguntando sobre o que realmente pode-se fazer para ser uma pessoa ética. As respostas são fáceis, porém os caminhos são difíceis. Vamos citar apenas algumas iniciativas bem simples, que por meio delas, talvez, poderemos enveredar na trilha da ética. Perguntei sobre isso a um jovem de quatorze anos. Ele me sugeriu que a educação seria um bom caminho, porém uma boa educação (entendida como um bom comportamento). Ele não se referia apenas à educação oferecida pela escola, mas ao compromisso que um jovem deve ter de ser uma pessoa boa em todas as suas relações. Concordo plenamente com ele. Você já pensou no compromisso de viver sem enganar o outro, sem passar o outro para trás, sem ficar tirando vantagens sobre o outro, sem depredar nosso patrimônio público (ruas, prédios, praças, ônibus, etc.), sem sujar o meio ambiente, sem tudo isso e outras coisas mais... que aprendemos não ser correto fazer?! Pois é, experimente essas atitudes. Elas tornam a vida mais bela, com maior sentido, e as nossas relações com melhor qualidade! Você não irá se arrepender!

Por enquanto ficam essas dicas. Porém, não esqueçamos: isso não é um papel que encenamos num teatro em busca de aplausos, por apenas um momento. A escolha pela ética deve marcar toda a nossa existência, e todo o nosso agir.



[1] Este texto foi elaborado pelo MSc. Edeney B. Salvador, Atualmente é Professor do Instituto de Teologia Pastoral e Ensino Superior (ITEPES); Professor da Rede Municipal de Educação (SEMED) e da Faculdade Salesiana Dom Bosco (FSDB). Licenciado em Teologia e Filosofia; Especialista em antropologia social/ cultural; Mestre em antropologia Filosófica.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Aconteceu...


No dia 16 de maio do corrente ano, realizamos no bairro Zumbi I, zona leste de Manaus, mais uma etapa do nosso projeto de ética social: Meu primeiro voto: Confirma, tendo como público, jovens participantes de um campeonato de hip hop e oratorianos do colégio Dom Bosco leste.

As atividades tiveram início logo pela manhã com a preparação do ambiente onde montamos nossa tenda. Improvisamos um almoço rápido em meio à correria dos trabalhos.

A partir das 13h os jovens foram chegando e com muita liberdade aproximando-se do grupo para informar-se sobre o projeto, tirar dúvidas sobre questões relativas ao voto consciente e ouvir a exposição dos membros da equipe a respeito da temática: Votar para transformar.

Participaram do evento cerca de 400 pessoas, entre jovens e adolescentes. Alguns mostraram-se bastante interessados, tanto que deixaram seus endereços eletrônicos afim de manter contato e receberem nosso material virtual.

Agradecemos aos jovens participantes deste evento e reforçamos nossa convicção de que o voto consciente é uma modalidade eficaz de transformação social.

A equipe do projeto.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Projeto de Ética Social: Meu Primeiro Voto


JUSTIFICATIVA:
Esse projeto mostra-se de relevância social pois é provocativo à reflexão sobre o exercício da cidadania, quanto ao saber consciente: o que é o voto? E as implicações na escolha eleitoral, destacando o período de mandato de candidatura política, as propostas de governo, o cumprimento das promessas de campanha, os mecanismos de cobrança, bem como questões referentes a corrupção e a compra de voto, que preocupam de modo particular os jovens participantes pela primeira vez de um preito eleitoral, ou mesmo que já tendo votado, sentem a necessidade de refletir sobre a temática abordada, como condição de uma participação mais consciente no processo eleitoral.


OBJETIVOS:

Geral:
• Despertar no jovem uma consciência crítica para uma participação política: responsável, ativa e organizada na escolha de seus representantes políticos.

Específicos:
• Oferecer instrumentos que favoreça o jovem analisar a proposta política do candidato sem deixar-se levar exclusivamente pela influência das mídias.
• Levá-los a reconhecer o voto como direito e dever intransferível, presente na Constituição Brasileira.
• Resgatar a importância do voto como instrumento transformador da realidade social.
• Estimulá-los ao protagonismo da reflexão e a organização de espaços permanentes de discussão.
Jailson Bernardino de Amorim, João Batista de Souza Quintela, José Ivanildo de Oliveira Melo, Josivan Severino da Silva, Oziel Cristo de Oliveira e Leonilson Brandão ( Acadêmicos do 5º período do curso de Filosofia da faculdade Salesiana Dom Bosco -FSBD)